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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Boeing faz acordo com governo americano

A fabricante de aviões Boeing se comprometeu a pagar 12 milhões de dólares ao governo dos Estados Unidos e a melhorar o respeito a certas normas de segurança, segundo um acordo revelado pela Administração Federal de Aviação (FAA).

Além do pagamento de 12 milhões de dólares, a empresa americana "se comprometeu a aplicar e a melhorar vários processos de certificação para aperfeiçoar ainda mais a navegabilidade e a conformidade às normas em todos os produtos", afirmou a agência em um comunicado.

A Boeing estava na mira das autoridades por ter demorado a fornecer informações sobre os equipamentos necessários para reduzir os riscos de incêndio nos tanques de combustível dos aviões 747 e 757, indicou a FAA.

Apesar da segurança dos aviões de Boeing nunca ter sido considerada sob ameaça, a FAA informou que a empresa pode sofrer penas adicionais de 24 milhões de dólares se não respeitar os termos do acordo.

"É imperativo que todos respeitem as regras estritas de segurança de nosso sistema aéreo", afirmou o secretário americano dos Transportes, Anthony Foxx.

A Boeing celebrou o acordo em um comunicado e destacou que reflete "o profundo compromisso com a segurança, a qualidade e o respeito das normas".

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Antártica recebe primeiro voo de uma companhia aérea

Voos para a Antártica são realizados atualmente somente por aeronaves militares, como o famoso cargueiro Lockheed C-130 Hércules. Mas isso pode mudar em breve. Um Boeing 757-200 da companhia aérea Loftleidir Icelandic, uma subsidiária da IcelandAir, da Islândia, pousou pela primeira vez em uma pista de gelo na região de Union Glacier, no continente gelado.

O pouso ocorreu na última quinta-feira (26) e serviu para comprovar a viabilidade na utilização de aeronaves de passageiros convencionais na Antártica. O projeto é uma parceria entre a companhia aérea islandesa e a agência Antarctic Logistics & Expeditions (ALE), que já leva turistas para o continente de gelo por via marítima e por “carona” em aviões cargueiros.

A aeronave que voou para a Antártica foi um Boeing 757-200ER configurado com 62 assentos de classe executiva. O jato da Icelandic decolou de Punta Arenas, no sul do Chile, e levou quatro horas e meia para chegar ao destino.

A agência de turismo ainda está estudando a possibilidade de utilizar jatos comerciais no polo sul, tanto para transportar passageiros como também cargas. Se for aprovada, essa será a primeira linha aérea regular comercial para a Antártica.

“Além de apoiar visitantes e expedições científicas, voos regulares para a Antártica também ampliam a capacidade de evacuação na região, garantindo ainda mais segurança as operações”, aponta o site da ALE.

Union Glacier é um dos pontos agitados da Antártica, onde também foi montado o maior aeroporto do continente, que possui uma pista de gelo com 3 km de extensão. O aeródromo, que é operado justamente pela agência ALE, é certificado pelo departamento de aviação do Chile, e recebe aeronaves do mundo inteiro em missões de apoio a suas bases do polo sul.

O pouso do Boeing 757, porém, não foi o primeiro de um jato comercial no continente de gelo Em 2009, um Airbus A319 do governo australiano, portanto uma aeronave oficial e não comercial, viajou da Austrália e aterrou em Casey, outra região movimentada da Antártica que também possui um aeródromo de grande capacidade.