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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Qantas voa um 747-400 com 5 motores

A australiana Qantas realizou esta quarta-feira um voo, no mínimo, mais pesado. O avião Boeing 747 que partia de Sidney para a África do Sul transportou um motor turbo-fan extra de 10 toneladas, na asa esquerda.

O motor extra não estava ligado, apenas aproveitou a boleia para Joanesburgo, onde será instalado noutro avião. Devido ao peso extra, o voo 63 foi obrigado a parar em Perth, na Austrália, para reabastecer.

A companhia aérea australiana, eleita esta semana pela terceira vez consecutiva a mais segura do mundo, admitiu num comunicado que optou por realizar o transporte do motor desta forma, "em vez de enviar o motor por barco ou alugar um avião de carga", pois queria poupar tempo aos passageiros e ter os aviões disponíveis o mais rapidamente possível.

Então, como exatamente um 747 pode carregar mais um motor?

A asa da aeronave possui pontos de ancoragem, que permitem que seja anexado uma estrutura de apoio embaixo da asa. O suporte está equipado com um mecanismo de guincho, assim, o motor pode ser içado para cima e voar seguramente em sua jornada.

O quinto motor adiciona peso e arrasto estra na aeronave, o que justifica a breve parada em Perth para reabastecimento. O arrasto adicional é causado pelo ar voando através do motor adicional durante o voo e, para balancear, os pilotos são treinados para usar os controles de voo para garantir que a aeronave voe com segurança.

Quando o QF63 pousou em Joanesburgo, foi só remover o quinto motor e depois instalá-lo no 747 que voou o QF64 de volta para Sydney. Os engenheiros foram muito cuidadosos ao trocar o motor, já que o 747 faz parte da frota da Qantas desde a década de 1970.

Aliás, foi nessa época que a Qantas foi pioneira e transportou um quinto motor em seu Boeing 707 para economizar com o frete do motor. A última vez que esse procedimento foi necessário foi em 2011.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Boeing faz acordo com governo americano

A fabricante de aviões Boeing se comprometeu a pagar 12 milhões de dólares ao governo dos Estados Unidos e a melhorar o respeito a certas normas de segurança, segundo um acordo revelado pela Administração Federal de Aviação (FAA).

Além do pagamento de 12 milhões de dólares, a empresa americana "se comprometeu a aplicar e a melhorar vários processos de certificação para aperfeiçoar ainda mais a navegabilidade e a conformidade às normas em todos os produtos", afirmou a agência em um comunicado.

A Boeing estava na mira das autoridades por ter demorado a fornecer informações sobre os equipamentos necessários para reduzir os riscos de incêndio nos tanques de combustível dos aviões 747 e 757, indicou a FAA.

Apesar da segurança dos aviões de Boeing nunca ter sido considerada sob ameaça, a FAA informou que a empresa pode sofrer penas adicionais de 24 milhões de dólares se não respeitar os termos do acordo.

"É imperativo que todos respeitem as regras estritas de segurança de nosso sistema aéreo", afirmou o secretário americano dos Transportes, Anthony Foxx.

A Boeing celebrou o acordo em um comunicado e destacou que reflete "o profundo compromisso com a segurança, a qualidade e o respeito das normas".

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Rest in peace B747

O tempo está se esgotando para o icônico Boeing 747. O jato que um dia já foi chamado de “Rainha dos Céus”, está caminhando para um possível fim da linha devido a falta de pedidos. A fabricante norte-americana tem encomendas para seguir produzindo a aeronave até somente 2017. Após isso, se nenhuma unidade for vendida, a Boeing terá de tomar providências em relação ao seu produto mais famoso e que já foi tão importante para a aviação de longo curso.

O célebre Jumbo vem perdendo espaço no cenário atual da aviação, que vem preferindo aeronaves bimotores, como o Boeing 777 ou o Airbus A350. Essas aviões podem cobrir praticamente a mesma distância de voo do 747 consumindo menos combustível e atingindo melhores índices de ocupação, pois têm cabines menores.

Devido a queda nas vendas, a Boeing vem reduzindo sistematicamente o ritmo de produção do 747. Neste ano, por exemplo, foram vendidos apenas dois aparelhos e outros 18 foram entregues – A partir de março de 2016, a fabricante confirmou que vai montar apenas um 747 por mês.

Esse resultado recente nem de longe lembra o desempenho das décadas de 1980 e 1990, quando a empresa acumulava dezenas ou até centenas de pedidos pelo jato – em 1990, o melhor ano do Jumbo, a Boeing recebeu 122 pedidos e entregou 70 unidades da aeronave.

Ironicamente, os dois Jumbos vendidos neste ano (ambos modelos de carga) foram bancados pela própria Boeing, que em seguida os alugou a companhia russa AirBridgeCargo Airlines

O 747-800, versão mais recente da série, apesar dos avanços não vem conseguindo uma boa clientela. Em quatro anos, a Boeing vendeu apenas 121 jatos. A versão anterior, o 747-400, superou as 700 unidades entregues, em versões de passageiro e de carga.

Falando em carga, esse é o segmento que está mantendo o Jumbo vivo. A maioria dos pedidos pela geração mais recente do modelo é para a versão de cargueira, que pode transportar 100 toneladas de cargas em um único voo. O principal interessado no Jumbo cargueiro é justamente a AirBridgeCargo Airlines, que se comprometeu a comprar até 18 modelos 747-800 até 2022. No entanto, não são “pedidos firmes”. Ou seja, ainda não foram pagos.

O interesse da empresa russa, porém, é visto com certa cautela pela Boeing. Assim como o Brasil, a Rússia também está enfrentando uma dura crise econômica que já resultou na desvalorização de 60% do rublo, a moeda local. Com essas condições, a promessa da empresa poderá ser um tanto desafiadora de se cumprir, já que cada Jumbo custa US$ 380 milhões.

Até mesmo o governo dos EUA planeja substituir o 747 presidencial, o Air Force One, por uma aeronave menor e com menores custos de operação.

Pelas contas da Boeing, cerca de 250 modelos 747, a maioria versões de carga, caminham para a aposentadoria nos próximos 10 anos e precisão de substitutos com a mesma capacidade. “Enquanto existir a demanda, nós vamos continuar a construir o avião”, afirmou Randy Tinseth, vice-presidente da marketing da Boeing, ao site The National.

O Boeing 747 não é o único “gigante” que está enfrentando problemas para emplacar no mercado da aviação. O Airbus A380, maior avião de passageiros do mundo, não recebe uma encomenda desde 2014 e a versão de carga, o A380F, até hoje não teve nenhum interessado.

O ritmo de entrega do A380, por outro lado, está melhor que o do 747. A Airbus tem encomendas para pelo menos 10 anos de produção.

Atualmente, os únicos aviões equipados com quatro motores a jato são o Boeing 747, A380 e o Ilyushin Il-96, fabricado na Rússia. O A340, que foi um dos quadrirreatores de maior sucesso da aviação mundial, teve sua produção encerrada em 2011.

Global Traveler entrega prêmio aos melhores da aviação

A Airbus levou o título de melhor aeronave da revista Global Traveler com o seu A380. A vitória marca a primeira vez que o prêmio é entregue para uma aeronave que não seja fabricada pela Boeing.
O A380 é a maior aeronave de passageiros, oferecendo 544 assentos na configuração típica de quatro classes nos dois andares. A Emirates quebrou esse recorde recentemente com seu novo A380 para 615 passageiros, retirando a primeira classe e ampliando a executiva e a economy.
Atualmente, nenhuma companhia nas Américas possui o grande jato, de acordo com a Airbus, mas a família A320 é usada por muitas das principais companhias, incluindo Frontier Airlines, JetBlue, Delta Air Lines, United Airlines, American, Virgin America, Lan, Avianca e TAM. desde que foi lançado em 2007, o A380 já teve 176 entregas para 12 companhias no mundo todo.
 No ano passado, quem levou o prêmio foi o 787 Dremliner, da Boeing.

Além do prêmio de melhor aeronave, a Global Traveler entregou o prêmio em mais 50 categorias no ramo do turismo, incluindo melhor site de companhia aérea (jetblue.com ); melhor primeira classe doméstica [nos Estados Unidos](Virgin America); melhor programa de milhagem geral (United Mileage Plus); melhor aeroporto na América do norte (Chicago O'Hare) e melhor ompanhia aérea do mundo (Singapore Airlines).

O prêmio foi entregue aos ganhadores na última quinta-feira durante a cerimônia na península Beverly Hills. A lista com todos os ganhadores está disponível em globaltraveler.com

Melhor companhia aérea do mundo

1º Singapore Airlines
2º Asiana Airlines / United Airlines
3º Emirates
4º Etihad Airways

Melhor companhia aérea na América do Norte

1º Delta Air Lines
2º American Airlines
3º United Airlines
4º Air Canada
5º Virgin America


Melhor Aeronave

1º Airbus A380
2º Boeing 787
3º Boeing 777
4º Airbus A330
5º Boeing 747

Melhor Serviço de Bordo

1º Alitalia
2º Asiana Airlines
3º Etihad Airways
4º Brussels Airlines
5º Cathay Pacific Airways


Melhor programa de milhagem

1º United MileagePlus
2º American Airlines AAdvantage
3º Delta Air Lines SkyMiles
4º Alaska Airlines Mileage Plan
5º JetBlue TrueBlue

Melhor companhia aérea da América do Sul

LAN Airlines

Melhor companhia aérea da Europa

TAP / Air Berlin



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Achou!!!!!!!!!!!!!!

Os três aviões Boeing 747 que o operador do aeroporto internacional de Kuala Lumpur declarou abandonados no interior do seu recinto pertencem à companhia aérea malaia SWIFT Air Cargo.

O diretor executivo da transportadora aérea, Blue Peterson, afirmou ao jornal local "The Star" que a empresa é dona dos três aparelhos desde 8 de julho deste ano e culpou a operadora Malaysia Airports Holdings Bhd (MAHB) pelo mal-entendido.

"A MAHB, por alguma razão desconhecida, recusou reconhecer que a SWIFT é proprietária dos aviões, apesar de termos todos os documentos, incluído o contrato de compra e venda", detalhou.

O operador do aeroporto internacional de Kuala Lumpur publicou um anúncio, na segunda-feira, na seção de classificados do jornal "The Star", em que dava ao dono dos três aviões do modelo Boeing um prazo de 14 dias para reclamar a sua propriedade.

Segundo o anúncio, caso ninguém aparecesse nesse prazo, as autoridades "reservavam-se no direito de vender ou dispor dos aviões".

A SWIFT Air Cargo é uma empresa de transporte de mercadorias domiciliada em Kuala Lumpur que está em fase de regularizar a sua situação para iniciar as operações, segundo as informações constantes do seu site na Internet.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Air France aposentará seus 747

A Air France não vai mais voar com o Boeing 747. A companhia aérea francesa anunciou hoje que vai desativar os quatro Jumbos que restam em sua frota em 2016. O último voo comercial da aeronave com a empresa já está até programado: o jato vai se despedir no dia 11 de janeiro, na rota Cidade do México – Paris.

A companhia também vai realizar um voo de despedida na França, no dia 14 de janeiro. O voo, que recebeu o número “AF747”, vai decolar com passageiros convidados do aeroporto Charles de Gaulle, na capital francesa, sobrevoar os principais marcos da cidade e em seguida retornar.

A Air France, ao lado da extinta Pam Am, foi uma das primeiras companhias aéreas a receber o Boeing 747, em 1970. Nesses 45 anos, a empresa operou 52 Jumbos de diferentes versões. A companhia voou com todas as versões do 747, com exceção das séries 747 SP e o 747-800, a versão mais recente do jato de longo curso da Boeing – que os franceses rejeitaram.

Os últimos Jumbos da Air France, modelos da série 747-400, serão substituídos a princípio pelo Boeing 777-300ER, jato com menor capacidade de passageiros, mas com custos de operação e manutenção mais baixos. Além disso, a companhia definiu que o Airbus A380 será o seu único jato de grande porte – a empresa opera 10 modelos A380 e tem mais dois encomendados.

Com os altos preços dos combustíveis e diminuição da ocupação das aeronaves, jatos de grande porte estão perdendo espaço no mercado. O 747-800, por exemplo, nem de longe está conseguindo repetir o desempenho de vendas das séries anteriores. A versão mais recente do Jumbo, lançada em 2008 , teve pouco mais de 100 pedidos até o momento, enquanto o modelo anterior, o 747-400, passou das 600 unidades entregues em 20 anos.

O panorama atual da aviação comercial de longo curso é mais adequado às aeronaves com dois motores, como o Boeing 787 e o Airbus A350. Esses jatos, que comportam até 320 passageiros, acompanham melhor a demanda de ocupação e assim têm mais chances de serem rentáveis. O 747, com quatro turbofans, gasta mais combustível e tem maiores chances de decolar parcialmente vazio, o que causa enormes prejuízos às companhias aéreas.

Mas esse problema não é exclusivo do Boeing 747. O Airbus A380, atualmente o maior avião de passageiros do mundo, também é outro “gigante” que está enfrentando dificuldades para emplacar no mercado. Caro na hora da compra e mais ainda para operar, o jato da Airbus está se tornando um problema para algumas empresas, que não conseguem balancear a demanda de ocupação com os custos da aeronave, que pode voar com mais de 400 passageiros a bordo.

O A380, por outro lado, está ganhando do 747 nesse conturbado nicho da aviação com uma larga vantagem. O modelo da Airbus tem 317 encomendas, contra 121 pedidos pelo Jumbo. As duas fabricantes, no entanto, não conseguiram vender uma única unidade de seus jatos de grande porte neste ano – os últimos pedidos pela dupla foram realizados em 2014.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Alguém aí conhece o dono???

As autoridades aeroportuárias da Malásia publicaram um anúncio na imprensa local para buscar os proprietários de três Boeing 747 abandonados no principal aeroporto do país.

"Se não recolherem os aviões em um período de 14 dias a partir da data deste anúncio nos reservamos o direito de vender ou dispor dos aviões", afirma um anúncio publicado na segunda-feira no jornal The Star.

O país, ainda marcado pelo misterioso desaparecimento em março de 2014 de um avião da Malasia Airlines, se encontra agora na situação contrária de buscar os proprietários de três aviões modelo 747-200F.

"Não sei por que os proprietários não estão respondendo. Podem existir muitas razões. Pode ser porque não têm dinheiro para continuar com as operações", disse Zainol Mohd Isa, responsável da Malaysia Airports, que administra o aeroporto de Kuala Lumpur, o mais importante do país, e indicou que os aviões não são malaios.

As autoridades também querem que os proprietários paguem direitos de aterrissagem e estacionamento no aeroporto até 21 de dezembro. Se não o fizerem, garantem que leiloarão as aeronaves ou as levarão para ser desmanteladas.