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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Aerolíneas Argentinas prestes a inaugurar o maior hangar da América latina

Aerolíneas Argentinas contará a partir de março de 2016 com o maior hangar da América do Sul, ao lado do aeroporto de Ezeiza (Buenos Aires), no qual se realizarão as manutenções de todas as aeronaves que realizam voos internacionais.

A presidente da nação, Cristina Fernández Kirchner, apresentou ontem o avanço da maior obra da empresa estatal desde 1949 durante o governo de Domingo Perón.

O novo hangar 5 demandou um investimento de 208 milhões de pesos argentinos (R$ 108.220.000,00), e tem 11 mil metros quadrados de área. Neste hangar serão realizadas realizadas a manutenção dos widebody (aviões de maior tamanho como os  Airbus A330 e A340 da companhia).

A gigantesca estrutura metálica, que já está 70% concluída, utilizou 1700 toneladas de aço, e se assemelha a um cubo de 100 metros de largura, 110 metros de comprimento e 25 de altura, com um de seus lados abertos. O hangar 5 foi construído sob a premissa de poder abrigar, em caso de necessidade, o maior avião no mercado no momento, o Airbus A380, e também permitirá manter cinco aviões E-jet Embraer simultaneamente.

A presidente Cristina Kirchner, em conferência desde a cidade de Don Bosco, lembrou que a Aerolíneas foi esvaziada pela condução privada anterior à estatização. "Seus responsáveis foram condenados na Espanha, já que aqui o poder Judicial não os julgou, enquanto nos criticaram, nós recuperamos o patrimônio de todos os argentinos", disse a chefe de Estado.

Ao lado do hangar 5, está em construção um armazém robotizado de peças de reposição de todas as aeronaves da empresa, que permitirá melhorar a resposta nos diferentes tipos de manutenção que se efetuam nos aviões.

O representante da companhia, Mariano Recalde, destacou que o hangar "é uma obra que poderá colocar no rumo a próxima gestão governamental, mas que foi pensada para o crescimento da indústria aérea dos próximos 40 anos".

Recalde lembrou que a companhia que o próximo governo receberá "chega hoje, depois de 25 anos, a todo o país, já que todas as capitais de províncias tem voos diários a Capital Federal; a empresa voa para 36 cidades e conecta a localidades do interior entre elas, algo que nunca foi feito antes".

O representante destacou também que a recuperação da empresa "seria impossível se feita de outra forma" e disse que a Aerolíneas transportará neste ano 10,7 milhões de passageiros, "porque tem cada vez mais argentinos em condições de comprar passagens, tem emprego pleno, salários que permitem sair de férias e empresas fazendo negócios."

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Delta e Aerolíneas Argentinas iniciam codeshare

Esse último fim de semana foi um marco na estratégia global de alianças da Delta. O novo acordo de codeshare entre a Delta e a Aerolíneas Argentinas vai oferecer aos clientes de ambas as companhias mais opções de viagens entre os Estados Unidos e a América do Sul.

Os clientes da Delta devem ganhar acesso aos voos de Buenos Aires (Ministro Pistarini International Airport - Ezeiza) para Montevideo, assim como Mendoza e Córdoba, duas importantes cidades na Argentina. O codeshare é um acordo em que duas companhias aéreas vendem o mesmo voo. Cada companhia vende o voo sob sua própria designação e número de voo como programado.

"O codeshare entre Delta e Aerolíneas Argentinas se constrói no nosso grande momento na região e reforça nosso compromisso de ser a melhor companhia dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe." disse Charlie Pappas, Vice presidente de alianças da Delta. " O acordo expande nossa oferta de serviços aos clientes viajando para Mendoza, conhecida por sua indústria de vinho, e a Cordoba, importante polo automotivo aeronáutico e ferroviário, e terra de várias companhias têxteis, químicas e agroindustriais."

Pappas, falando quando o acordo se tornou público em outubro, disse que a Delta deveria formar uma aliança com a Aerolíneas Argentinas em duas outras importantes rotas, conectando clientes de Ezeiza a Nova York (John F. Kennedy International) e Miami International Airport.

"Aerolíneas é uma uma excelente colaboradora e membro da SkyTeam. Procuramos sempre continuar a crescer nossa parceria e entregar aos nossos clientes cada vez mais conectividade no futuro".

O codeshare entre Delta e Aerolíneas foi firmado nas rotas de Ezeiza a Montevideo, e do Aeroparque a Santiago, conectando os clientes argentinos ao voo diário parea Atlanta saindo de Santiago. "A aliança com a Delta oferecerá aos nossos clientes conectividade melhorada a cidades além de Miami, Nova York e Atlanta, permitindo uma fácil conexão aos destinos mais importantes dos Estados Unidos: Boston, Chicago, Dallas, Denver, Houston, Las Vegas, Los Angeles, New Orleans, Orlando, San Francisco, Seattle, Washington-Reagan e Whashington-Dulles", disse Mariano Recalde, CEO das Aerolíineas Argentinas.

"Aerolíneas tambpem vai oferecer um codeshare com a Delta no voo diário entre Buenos Aires e Atlanta, adicionando uma nova rota nonstop para nossos passageiros voando aos EUA", disse Recalde. "É um prazer ver que uma das maiores companhias aéreas do mundo confia nos nossos serviços para seus milhares de passageiros".

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Brasileira assume Aerolíneas Argentinas e terá grandes desafios no caminho

A atual diretora-executiva da General Motors para Argentina, Paraguai e Uruguai, Isela Costantini, foi indicada, nesta segunda-feira, para a presidência da Aerolíneas Argentinas no governo recém-eleito de Mauricio Macri.

A companhia foi estatizada em 2008 na presidência de Cristina Kirchner.

O maior desafio para a companhia aérea é reduzir um déficit estimado em quase um milhão de dólares por dia, de acordo com um relatório da Associação Argentina de Orçamento e Administração Financeira Pública.

Nascida em São Paulo, de pais argentinos, essa executiva de 44 anos se soma a uma nova equipe de governo que acompanhará a gestão do liberal de direita Macri. O presidente assume em 10 de dezembro.

Assim como grande parte do gabinete de Macri, Costantini vem do mundo empresarial depois de uma licenciatura em Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e de um MBA na Universidade de Loyola, nos Estados Unidos.

Em 2013, Isela Costantini foi incluída na lista das 50 mulheres mais poderosas do mundo dos negócios, segundo a revista "Fortune".

Costantini substitui o advogado trabalhista e professor Mariano Recalde, de 43 anos, designado pela presidente em final de mandato, Cristina Kirchner. Recalde assumiu o cargo em julho de 2009.

A Aerolíneas Argentinas foi privatizada em 1990, mas voltou para as mãos do Estado argentino em 2008, quando foi expropriada da espanhola Marsans, junto com a filial doméstica Austral, com uma dívida de quase 890 milhões de dólares.

A brasileira-argentina terá um grande desafio pela frente. Ao trabalhar com eficiência, custos ajustados e investimentos na GM, Isela terá de lidar com uma situação adversa, uma vez que o patrimônio da companhia aérea se limita a alguns prédios, sistemas informáticos e simuladores.

A Aerolíneas voa com frota alugada em quase sua totalidade, assegurando apenas a posse de dois jatos próprios, enquanto a Austral, sua companhia subsidiária, tem dois aviões na garagem e outros 20 que estão prestes a chegar.

Isela sequer iniciou as atividades na transportadora, mas já tem dores de cabeça para resolver. Segundo aponta o folhetim, a ação operacional da Aerolíneas é problemática. Para colocar as contas em dia, o govero argentino terá de investir o equivalente a US$ 550 milhões. Desde sua estatização, ambas as aéreas recebem do Estado investimentos de cerca de US$ 5 milhões.

Outro desafio a ser cumprido é o pessoal, uma vez que Aerolíneas e Austral dividem seus profissionais em seis corporações: APA (terrestre), APTA (técnicos), AAA (aeronavegante), UPSA (hierárquico), APTA (pilotos de Aerolíneas) e UALA (pilotos da Austral).

E, por falar em Aerolíneas Argentinas, a companhia aérea pagou 35 mil diárias, desde 2008, no Alto Calafate, o maior hotel da rede que pertence à presidente Cristina Kirchner.

A empresa gastou cerca de US$ 2,5 milhões em quartos para sua tripulação no estabelecimento de luxo.

A informação veio à tona enquanto autoridades judiciais argentinas investigam a cadeia de hotéis Hotesur, da família Kirchner, por denúncias de lavagem de dinheiro.

O jornal local "Clarín", que faz oposição ao kirchnerismo, destacou que seis funcionários da companhia teriam que ter dormido durante os sete dias da semana por 15 anos para atingir o valor gasto no local em pouco mais de seis anos. A investigação apontou que houve dias em que a empresa contratou 20 quartos para seis empregados.

"A menos que a tripulação da Aerolíneas seja formada por seres humanos capazes de dormir em dois ou mais quartos ao mesmo tempo, uma regra que romperia com os princípios básicos da física e da biologia, essa hipótese é impossível", ironizou o "Clarín".

Além disso, algumas faturas mostram vários dias de uso contínuo de seus serviços, como se os voos tivessem retornado a Buenos Aires deixando sua tripulação no local.

A empresa área informou à Justiça que o hotel foi escolhido em concurso "por ser a oferta mais conveniente" e que é altamente recomendado por seus pilotos e tripulação.

Um dos hotéis que competia no concurso chegou a ser dispensado porque não tinha piscina, outro por ter sido considerado muito barulhento.

O ex-presidente Néstor Kirchner comprou o Alto Calafate em 2008, pouco antes da estatização da Aerolineas.