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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Brasil tem um dos setores aéreos mais pontuais do mundo

Brasil aparece no topo de ranking mundial de pontualidade na aviação, segundo pesquisa realizada por agência britânica especialista no setor.

Aeroportos e companhias aéreas brasileiras estão entre os mais pontuais da aviação mundial, aponta pesquisa da consultoria britânica OAG, especializada em inteligência de mercado de aviação. O relatório Liga da Pontualidade 2015 mostra que os principais aeródromos do Brasil obtiveram alguns dos melhores índices globais em diversas categorias da pesquisa, à frente, inclusive, de grandes terminais estrangeiros.

Na categoria dos maiores do mundo (mais de 20 milhões de passageiros/ano), Guarulhos aparece como o terceiro mais pontual (87,5%). Entre os 20 aeroportos com o maior número de conexões potenciais entre voos – os chamados megahubs – Congonhas ocupa a segunda posição no ranking, e Guarulhos vem logo após, em terceiro lugar.

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão Aeroportuária da Secretaria de Aviação da Presidência da República, Paulo Henrique Possas, o resultado é um símbolo do patamar de qualidade das operações do setor aéreo no País. "Os índices de pontualidade da Operação Fim de Ano, que é exatamente um momento de alta demanda, mostra que o desempenho dos nossos aeroportos não só batem recordes nacionais como superam marcas de importantes terminais do mundo. É um reconhecimento do trabalho que companhias aéreas, gestores, operadores e governo vêm fazendo de maneira cada vez mais integrada", analisa Possas.

Na categoria de pequenos aeroportos mundiais (oferta total anual de assentos inferior a 10 milhões), Porto Alegre (87,6% de pontualidade) e Curitiba (87,4%) aparecem entre os mais pontuais nas 17ª e 20ª posições, respectivamente. Entre os aeroportos de médio porte (com 10 e 20 milhões de assentos ofertados no ano), estão Congonhas, na 6ª posição, com 87,8%; Brasília, em 13º lugar, com 85,5%; e Rio de Janeiro, em 20º, com 83,5%.

Entre as 20 maiores companhias aéreas mais pontuais do mundo em 2015, a Azul aparece em terceiro lugar, com 91% de pontualidade, e a Tam Linhas Aéreas em sétimo, com 89,5%. Na categoria de empresas de baixo custo (LCC Category), a Azul ocupa o primeiro lugar (91%), seguida pela Gol, em terceiro (86,4%), e pela Avianca, que ficou na 9ª posição (83,9%).

No recorte por regiões, as quatro grandes empresas aéreas brasileiras aparecem entre as seis transportadoras mais pontuais da América Latina em 2015. O índice de pontualidade é medido para operações (partidas e chegadas) realizadas com até 15 minutos de atraso em relação ao horário programado dos voos.

O estudo considera uma base de dados de 50 milhões de voos realizados por mais de 900 companhias aéreas em mais de 4 mil aeroportos. Entram nas análises empresas e aeroportos que tenham fornecido à OAG ao menos 80% das estatísticas de todos os voos regulares operados em 2015.

O resultado demonstra, segundo a pesquisa, uma melhoria continuada na pontualidade graças a aprimoramentos tecnológicos, de procedimentos e pela evolução técnica e profissional de companhias e operadores aeroportuários. É possível perceber também a entrada de novos líderes em cada categoria

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Parabéns Avianca!

A Avianca, quarta maior companhia aérea do país, registrou no terceiro trimestre de 2015 lucro líquido de R$ 9,226 milhões no balanço consolidado. No mesmo período de 2014, a companhia havia apurado prejuízo líquido de R$ 49,3 milhões. As informações constam no website da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Com o resultado apurado julho e setembro, a Avianca acumula nos nove primeiros meses de 2015 um prejuízo líquido de R$ 29,326 milhões, ante perda de R$ 112,592 milhões em igual período de 2014. Em termos de receita líquida, a Avianca apurou entre julho e setembro R$ 706,9 milhões, faturamento 29,35% superior ao registrado no terceiro trimestre de 2014.

No acumulado nos nove primeiros meses de 2015, a Avianca teve receita líquida de R$ 1,911 bilhão, aumento de 20,1% na comparação anual. Já o custo dos serviços prestados cresceu 11,5% no terceiro trimestre de 2015 ante igual período de 2014, atingindo R$ 565,96 milhões. Nos três primeiros trimestres de 2015, a Avianca gastou R$ 1,557 bilhão, aumento de 9,42% na comparção com igual período de 2014


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Avianca tem muito o que comemorar em 2015!

A Avianca Brasil tem diversos motivos para comemorar este ano de 2015: chegou à marca de 3,3 milhões de associados em seu programa de fidelidade Amigo; substituiu suas aeronaves, ampliando sua oferta, gerando crescimento de 15% e ingressou em uma das maiores alianças globais de companhias aéreas, a Star Alliance.

“2015 foi um ano que aconteceram alguns eventos importantes na companhia, como a reestruturação do programa Amigo. Com a entrada na Star Alliance, esse número, junto à campanha que fizemos, cresceu de maneira significativa. Da mesma forma, quem já era associado, passou ter a oportunidade de utilizar suas milhas em 28 companhias da aliança e voar para o mundo inteiro. Fazer parte de uma rede mundial, tendo saído a poucos anos de uma restruturação, foi um dos grandes benefícios que alcançamos este ano”, apontou o presidente da companhia, José Efromovich. “Substituímos aviões com 100 assentos por novos Airbus 320 com 162 assentos. Nossa oferta aumentou e crescemos 15% em 2015. Já tínhamos em 2014 um fator de ocupação alto, a fidelização dos clientes também se manteve forte e mantivemos o fator de ocupação, mesmo aumentando nossa capacidade. Para 2016 esperamos um ano difícil, uma vez que a economia ainda não se estabilizou, mas vamos consolidar tudo o que foi feito até o momento e continuar preocupados em encontrar caminhos para que o nosso cliente, toda vez que voe, se encante e queira voltar. Se continuarmos com os fatores de ocupação e clientes querendo voar conosco, já são excelentes perspectivas. Teremos dois anos difíceis pela frente como País e estamos preparados para enfrenta-los”, finalizou.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Avianca não espera crescimento da frota em 2016

A Avianca, quarta maior companhia aérea brasileira, considera pouco provável aumentar a capacidade no mercado doméstico brasileiro ano que vem. “Vamos manter a frota até que a economia do país permita voltar a crescer. Vamos aguardar o começo do ano. Tenho a opção de receber uma ou duas novas aeronaves. Mas se recebermos será mais para o segundo semestre”, disse o presidente e principal acionista da companhia, José Efromovich, a jornalistas durante o último voo realizado pela empresa com um modelo Fokker MK 28.

A empresa recebeu oito Airbus este ano e retirou de operação os seis Fokkers que ainda utilizava. “Comparando o custo por assento [Cask] de uma e outra, os novos Airbus são 29% mais eficientes. Só por esse motivo estamos hoje nos despedindo desse maravilhoso avião”, afirmou. A Avianca tem uma frota de 41 Airbus, sendo 10 A318, quatro A319 e o restante A320.  Por serem maiores que o Fokker, os Airbus transportam mais passageiros. São cerca de 15% mais em termos de assentos-quilômetros disponíveis (ASK na sigla em inglês).

De acordo com  Efromovich, empresa terá que receber uma injeção de capital para atender aos planos de expansão quando a economia voltar a crescer, cenário que ele projeta apenas para depois de 2016. “A aviação é um negócio de capital intensivo e sim, nós vamos precisar de capital para crescer em frota e em infraestrutura de solo”, disse Efromovich a jornalistas durante cerimônia em São Paulo que marcou o último voo do Fokker MK28 100 da companhia, que completou o ciclo de troca de frota por modelos Airbus.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Programa Amigo dá o dobro de pontos no web check-in

A partir de hoje, os clientes da Avianca Brasil que realizarem antecipadamente o web check-in ganharão 250 pontos extras no programa Amigo. A bonificação segue até 29 de fevereiro do próximo ano e pretende reduzir filas nos balcões ao longo da alta temporada.

“Esta é uma forma de melhorar ainda mais a experiência dos associados do Programa Amigo, evitando longas esperas, ganhando mais tempo para desfrutar o melhor da viagem e pontuar automaticamente a cada viagem, sem necessidade de pedir crédito retroativo”, esclareceu o vice-presidente Comercial, de Cargas e Marketing da aérea, Tarcísio Gargioni.

A solicitação dos pontos extras do passageiro deverá ser feita entre 40 minutos e 72 horas após a decolagem do voo. Vale lembrar que os passageiros que utilizarem o serviço deverão utilizar o balcão de atendimento da companhia apenas para o despacho de bagagem.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Avianca Brasil e novos codeshare

A Avianca Brasil assinou um acordo de code-share com a companhia aérea Turkish Airlines, sua parceira da Star Alliance. Por meio do contrato, a empresa brasileira adicionará seu código (O6) a voos da congênere, oferecendo aos clientes acesso a Istambul e conexões para vários destinos no mundo. Da mesma forma, a parceira poderá distribuir com seu próprio código (TK) seus passageiros em voos da Avianca aqui no Brasil.

O anúncio foi feito por José Efromovich, presidente da Avianca Brasil, hoje, durante um encontro de CEOs das companhias que integram a Star Alliance realizado em Chicago, nos Estados Unidos. “Com esse acordo, a Avianca fortalecerá ainda mais sua posição de membro confiável da aliança aqui no Brasil e ampliará as vantagens oferecidas aos clientes, conectando-os com segurança e conforto ao resto do mundo”, disse Efromovich.

"Estamos extremamente satisfeitos por assinar este acordo de code-share com a Avianca Brasil. Nosso objetivo é aprimorar a parceria para maximizar as oportunidades de viagem oferecidas aos nossos passageiros, através das malhas de ambas as companhias. Além disso, acreditamos que o acordo irá contribuir também para a Star Alliance", acrescentou CEO da Turkish Airlines, Temel Kotil.

A Avianca informou que submeterá o contrato à aprovação dos órgãos competentes e que fornecerá detalhes, como os trechos envolvidos e a data de implementação dos acordos, assim que se completarem os trâmites usuais. Atualmente, seus clientes do programa de fidelidade Amigo já podem acumular pontos e emitir passagens em voos da Turkish.

O outro codeshare da Avianca Brasilé com a Air Europa . Com a novidade, ambas as companhias aéreas ampliaram a oferta internacional e melhoraram a conectividade entre Brasil e Europa em novas rotas.

A exemplo disso, a Air Europa colocará seu código em 64 voos domésticos semanais operados pela Avianca entre São Paulo e Fortaleza, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro. Por outro lado, a brasileira estará presentes em voos a partir de Salvador e São Paulo para Madri. Assim, a empresa espanhola oferece aos passageiros opções de conexão dentro do país como Barcelona, Palma de Mallorca, Valência e Bilbao.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Barbados é a grande aposta da Avianca para o Brasil

Decolou de Bogotá nesta semana o voo que é a grande aposta do ano da Avianca Holdings no Brasil: da capital colombiana com destino a Barbados. Serão duas frequências semanais, às quartas e sábados, com conexão de pouco mais de uma hora no hub da aérea colombiana. A companhia espera que os brasileiros ocupem pelo menos 40 dos 100 assentos do A318 que opera a rota.

Apesar de ter a concorrência da Gol, que conta com um voo direto de Guarulhos a Barbados aos sábados, o novo voo da Avianca é visto com muito otimismo pela possibilidade de montar viagens curtas, o que tem tudo a ver com o destino caribenho, como explica a gerente regional de Vendas Internacionais da companhia, Claudia Shishido.

“Escolhemos as quartas e os sábados estrategicamente para a montagem de roteiros curtos. Seremos a escolha dos passageiros em busca de viajar em feriados prolongados, casamentos, lua-de-mel eventos, festas... Por isso Barbados é a grande aposta do ano da Avianca internacional no Brasil”, explica Claudia. “Além de grupos, a ilha atrai diversos perfis de passageiros, como mergulhadores, surfistas e até estudantes, que é algo que poucos sabem.”

Durante Famtrip com cerca de dez operadoras brasileiras, a gerente apontou que Barbados provavelmente será um destino para atrair um passageiro mais viajado, que já conhece outros destinos do Caribe. “Trabalharemos muito junto à GVA a capacitação dos operadores e agentes de viagens brasileiros, pois como temos visto aqui, o destino apresenta uma possibilidade enorme pela sua infra-estrutura, capacidade hoteleira e, claro, paisagens tão maravilhosas. Nossa expectativa é realmente muito alta com Barbados”, conclui. A GVA é a representante de Barbados no Brasil desde 2010. Mariana Abrantes, a responsável pelo destino.

A Avianca opera São Paulo-Bogotá diariamente. A melhor opção é pegar o voo das 09:30, que chega na capital colombiana às 12:34. Já do Rio de Janeiro, o passageiro sai às 09:02 e chega 12:03 em Bogotá. A rota Bogotá-Bridgetown, em Barbados, sai às 14:00 e chega 18:10. Todos são horários locais.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Avianca está positiva em relação a 2016

A Federação Nacional do turismo promoveu hoje, no Maksoud Plaza (SP), a segunda edição do Ciclo de Palestras Fenactur, que traz como tema “O turismo e as companhias aéreas”. O evento homenageou o vice-presidente comercial de Marketing e Cargas da Avianca, Tarcisio Gargioni, que recebeu uma placa como mérito pelos resultados atingidos pela companhia nos últimos anos.

Durante o evento, foi realizado um debate mediado pelo presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, com a presença do vice-presidente da CVC, Valter Patriani, do presidente da Abav São Paulo, Marcos Balsamão, do presidente do Sindetur São Paulo, Michel Tuma Ness, do presidente da Flot Viagens, Eduardo Barbosa, e do presidente da Abracorp, Edmar Bull.

Cada um deles teve a oportunidade de fazer uma pergunta para Gargioni, e uma das questões levantadas foi quantos passageiros a mais a Avianca prevê transportar daqui a dois anos, com a entrada na Star Alliance.

“Atualmente transportamos 800 mil passageiros por mês, e a previsão é de que, com o ingresso na Star Alliance, este número aumente de 4% a 5%, resultando em um trasnporte de 50 mil passageiros a mais por mês. Mas isso depende, é claro, do nosso amadurecimento dentro da aliança, cuja plenitude deve levar de dois a três anos", concluiu Gargioni.

“A única certeza que temos para 2016 é que será um ano de muitos desafios. Mas não podemos entrar em desespero, pois as viagens aéreas já fazem parte do consumo do brasileiro. Teremos menos viagens, mas não podemos entrar em uma esfera de pessimismo”, declarou.

"Temos que acreditar em nossa capacidade de superar crises e vencer obstáculos. Devemos criar em toda cadeia uma opinião positiva de que viajar é bom”, pontuou.

Segundo Gargioni, o comportamento do cliente, em épocas de crise, muda. Torna-se mais exigente e menos tolerante, não aceita erros ou um serviço ruim. É mais seletivo e menos fiel. “Em 2016 o cliente será rei. Faremos mais esforço para vender um mesmo produto, teremos que lutar para conquistar”, afirmou.

Tendo apenas 1/3 de seus clientes adquirindo passagens diretamente com a companhia, o principal canal de distribuição da Avianca são os agentes de viagens. “Esta é uma regra geral do mercado há 10 anos e é assim que vai continuar. O mercado de agentes de viagens cresceu, mas alguns se acomodaram. Na Avianca vamos continuar prestigiando os agentes, nosso principal canal de distribuição”, garantiu.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Avianca ganha maior premiação do marketing nacional

A Avianca Brasil foi uma das vencedoras do 28º Marketing Best 2015, maior premiação do marketing nacional promovido pela Editora Referência e MadiaMundoMarketing. Foram premiados 21 cases que representam as mais relevantes e criativas iniciativas de marketing no Brasil. O case vencedor foi The Way Brazil is Back, tema da campanha publicitária de entrada da Avianca como companhia membro da Star Alliance, maior aliança de companhias aéreas do mundo.

“Nossa estratégia foi direcionar nossos esforços de mídia nos canais digitais, desenvolvimento de conteúdo para engajamento nas mídias sociais e nos grandes eventos de lançamento, que geraram mídia espontânea para a marca. Com isso, dobramos, em nosso website, o número de acessos durante o mês de lançamento. Só no youtube obtivemos mais de 1,2 milhão de visualizações do filme da campanha. Os times de marketing, comunicação e e-commerce fizeram um excelente trabalho de equipe, o que refletiu claramente na obtenção deste ótimo resultado e a conquista do prêmio”, afirmou a gerente geral de marketing da Avianca, Flavia Zulzke.

Pela primeira vez na história da Star Alliance, a campanha de lançamento foi desenvolvida em parceria com uma companhia aérea membro. “A estratégia foi utilizar uma mensagem e conceito únicos, para que a comunicação chegasse de maneira uniforme e com maior força ao cliente final”, destacou o vice-presidente comercial, de cargas e marketing da Avianca, Tarcisio Gargioni. A campanha aconteceu de julho a setembro no Brasil e com ações pontuais nos demais países com as mídias associadas à Star Alliance.

A linha conceitual criada foi materializada em uma bandeira do Brasil 3D com destaque para todos os principais monumentos históricos dos países pertencentes à aliança representados dentro da bandeira, mostrando que a partir de agora todo mundo cabe no Brasil. No centro, estão os principais monumentos brasileiros com destaque para os hubs mais importantes da Avianca Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

A solenidade de premiação acontecerá no dia 1 de dezembro, a partir das 19h, no Tom Brasil Nações Unidas, com show do Ira.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A320neo ganhou certificação!!!!!

Antes de um novo avião chegar ao mercado é preciso testá-lo a exaustão até atingir os requisitos necessários para ser aprovado pelas agências de segurança de aviação. O A320neo, nova geração do atual jato comercial mais vendido do mundo, passou por todas essas provas e recebeu nessa terça-feira (24) os certificados de operação da FAA, órgão federal que administra aviação nos Estados Unidos, e também da EASA, que regulamenta as aeronaves em serviço em países na Europa.

Com esses documentos, a Airbus pode iniciar as entregas do novo A320, que já soma mais de 4.300 pedidos de 75 clientes no mundo todo – no Brasil, as companhias Azul e Avianca já encomendaram os seus. O primeiro operador do A320neo será a Qantas, da Austrália, que inicia os serviços com os novos jatos ainda neste ano.

A Airbus construiu três A320neo para o programa de testes e certificação, no qual os aviões acumularam mais de 1.070 horas de voo em 350 voos. Um desses aparelhos, como parte do programa de homologação, ainda precisou voar 300 horas simulando um ambiente de companhia aérea. Nenhum problema mecânico ou incidente foi registrado durante o processo.

A grande novidade do A320neo são os motores Pratt & Whitney “Pure Power PW1100G-JM”, que prometem economia de até 20% em consumo de combustível. O jato também leva um novo dispositivo na ponta das asas, os “Sharklets”. Segundo a fabricante, esse componente melhora o fluxo de ar pelas asas e também ajudam a reduzir o “sede” do avião por querosene. A outra opção de motor existente para o A320neo , que também já foi certificada é o LEAP-1A, produzido pela CFM International

Consumindo menos combustível, o A320neo poderá ir mais longe. De acordo com a Airbus, o alcance do modelo deve receber um acréscimo de 950 km, podendo voar por quase 7.000 km com carga máxima – a aeronave pode decolar com até 79 toneladas.

Além das soluções para tornar o jato mais eficiente, a Airbus também afirma ter melhorado a cabine do A320. A nova geração do aparelho terá compartimentos para bagagens de mão maiores e sistema de ventilação mais moderno, que deve aumentar o conforto a bordo.

Os novos modelos A319neo e A321neo também estão voando em processos de certificação e devem receber sinal verde até o final de 2016.

Crise, recessão, e problemas causados pelos nossos políticos...

A recessão econômica brasileira, que vem impactando o setor aéreo desde meados de 2014, acertou em cheio a aviação doméstica em outubro. Segundo balanço da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), o mercado de voos nacionais recuou 5,7% no mês passado comparado ao resultado registrado no ano anterior. Como explica a ABEAR, todos os indicadores da operação nacional – oferta, demanda, fator de aproveitamento e volume de passageiros – tiveram variações negativas.

Com a queda do setor, o total de passageiros transportados em outubro caiu 2,4% comparado ao mesmo mês em 2014, informou a ABEAR, somando 8,1 milhões de ocupantes. “Enquanto foi possível estimular a demanda oferecendo tarifas vantajosas, mesmo com custos em alta, isso foi feito. Agora, apesar das tarifas achatadas, o crescimento já não ocorre”, afirma o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz. Segundo o dirigente, o cenário negativo no mercado brasileiro está durando mais que o imaginado.

“A redução da atividade econômica, a queda do poder de consumo e o avanço do desemprego têm sido consistentes e impedem a recomposição dos preços mantendo o tamanho do mercado”, detalha. “O setor está lidando com a realidade usando as alternativas ao seu alcance. As empresas estão concluindo estratégias que estavam em curso em relação às frotas. Feito isso, a tendência é de encolhimento, como já tem sido indicado pelos anúncios de redução de oferta, corte de frequências e até supressão de destinos”, afirma. “Sem atitudes que corrijam as distorções dos custos de operação no Brasil, essa tendência não deve se alterar”, conclui.

Briga sempre acirrada entre Gol e Tam

A Tam foi a companhia brasileira que mais transportou passageiros no conturbado mês de outubro passado, com 37,4% das operações. Em seguida veio a Gol, quase empatando, com 35,1% de participação, a frente de Azul (com 17,2%) e Avianca (10,2%).

Apesar da maré desfavorável no mês passado, o resultado contruibui no acumulado dos 10 meses deste ano, que ainda é 1,7% maior que o de 2014. O único momento de avanço em 2015 aconteceu no 1º trimestre do ano em razão de vendas feitas ainda em 2014, quando o ambiente de consumo ainda não estava tão degradado.

Até outubro deste ano, as companhias membros da ABEAR transportaram 79,1 milhões de passageiros em voos domésticos, cifra 1,6% superior em relação a 2014.

Azul cresce em voos internacionais

Os voos internacionais da companhias da ABEAR segue registrando um crescimento expressivo decorrente do início das operações da Azul em dezembro de 2014. São, portanto, diferentes as base de comparação. Vale notar, ainda, que as empresas associadas respondem apenas 30% desse mercado, o que limita as análises. O Brasil recebe voos internacionais de mais 41 companhias estrangeiras. Essas considerações justificam o aparente contrassenso em relação ao desempenho da aviação doméstica.

Em outubro, a oferta internacional das empresas brasileiras foi expandida em 18,2% sobre o mesmo mês do ano anterior. A demanda cresceu em um patamar inferior, de 15,5%. O número de viagens internacionais realizadas nas companhias brasileiras foi próximo de 640 mil em outubro, um crescimento de 14,3%.

A Tam também repetiu a liderança no setor de viagens internacionais entre as companhias brasileiras, com 80,7% de participação entre as associadas da ABEAR. Em seguida aparecem a Gol, com 12,4%, e a Azul, que deteve 6,8% do volume de voos nacionais para outros países.

Nos 10 meses em análise, a oferta internacional tem crescimento de 16,6% e, a demanda, de 14,8%. Já o total de passageiros transportados supera 6,1 milhões, em alta de 15,6% no período.

Cargas aéreas

O mercado doméstico de cargas, mais sensível às variações da atividade econômica nacional do que o negócio de passageiros, teve retração de 14,9% do peso total movimentado, somando 29,8 mil toneladas em outubro. Na operação internacional (feitas as mesmas ressalvas do mercado de passageiros), o total de bens movimentados somou 18,7 mil toneladas, um crescimento de 12,7% sobre outubro de 2014. As estatísticas consideram as operações da Tam Cargo juntamente com as de Avianca, Azul, Gol e Tam.

De janeiro a outubro deste ano foram transportadas 272,6 mil toneladas de carga doméstica (-9,4% em relação a 2014) e 147,8 mil toneladas de carga internacional (+6,1%).

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Descansem em paz Fokker 100 (Mk-28)


A aeronave mais usada nos voos regionais do Brasil durante os anos 90 fez sua despedida ontem. O Fokker 28 MK-0100, chamado popularmente de Fokker 100 ou MK28, foi fabricado pela holandesa Fokker até 1997, quando a empresa faliu. O modelo é considerado um dos protagonistas da aviação regional do Brasil nos últimos vinte anos. As aeronaves chegaram a representar mais da metade da frota da TAM, no fim da década de 90, e metade da frota da Avianca (então Ocean Air), na década passada.

A Avianca fez nesta terça um voo simbólico de despedida da última aeronave do modelo que a empresa ainda possui, encerrando um ciclo de 25 anos de história do Fokker 100 no Brasil. O avião sairá de Congonhas, fará um voo curto nos arredores da capital paulista e voltará ao mesmo aeroporto. Até então, esse Fokker 100 era utilizado como modelo de reserva na ponte aérea Rio-São Paulo e na rota que liga o Rio de Janeiro a Brasília.

Novos Airbus, o A320, foram encomendados para substituir os Fokker-100. “Isso aumenta em 62% nossa oferta de lugares. Em 2015, vamos fechar o ano com 15% de crescimento no número de assentos. É o melhor desempenho do País”, disse Efremovich.“O consumo de combustível por passageiro a cada quilômetro do A320 é 29% inferior. Considerando que o combustível tem participação de quase 40% nos custos, a operação do Fokker passou a ser antieconômica. Foi essa a razão de estarmos nos despedindo desse modelo”, acrescenta o vice-presidente de marketing e comércio da Avianca Brasil, Tarcísio Gargioni.

Durante o último voo, Efromovich enalteceu o papel do Fokker 100 para o crescimento da companhia. “Esse avião foi o que alavancou e fez a Avianca Brasil ser o que é hoje”, disse. Apesar de concorrente, a TAM compartilha de opinião semelhante. “Essa aeronave teve um papel fundamental para que a TAM deixasse de ser uma empresa de alcance regional para se tornar doméstica”, diz a empresa, que também cita como motivo para a troca de aparelhos a busca por opções mais modernas.

De acordo com Efromovich, os MK-28 da Avianca Brasil continuam em operação em outros países. Alguns deles foram vendidos para a Qantas e o restante está em processo de venda para outras empresas.

"Me despeço de você, MK-28. Obrigado por ter feito parte da nossa frota e por nos ajudar a chegar onde chegamos. Você sempre fará parte da Avianca Brasil. O seu papel na nossa história será lembrado sempre com muito carinho. Adeus", disse, emocionado, Efromovich.

Até 1990, as companhias aéreas brasileiras operavam com pequenos aviões turboélice em voos de curta distância e em aeroportos com pista de extensão reduzida, caso de Congonhas, em São Paulo, e do Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Na época, as grandes aeronaves eram direcionadas aos aeroportos maiores, por questões de segurança. O Fokker 100 mostrou-se promissor por quebrar as barreiras tecnológicas então existentes.

Além de conseguir aterrissar e decolar em pistas relativamente pequenas, ele oferecia quase o dobro de assentos (em torno de 120 lugares) em relação às aeronaves de voos regionais e era mais simples de pilotar, principalmente por causa do glass cockpit, com a substituição dos relógios de painel por telas. O modelo foi batizado de águia holandesa, por suas qualidades de voo.

A TAM chegou a ter 50 aeronaves Fokker 100, o que fez dela na época a dona da segunda maior frota dessa aeronave no mundo, perdendo somente para a American Airlines, com 75 aviões. A estratégia de aposta em voos regionais foi o principal fator responsável pelo crescimento da TAM no Brasil nos anos 90. Com isso, o Fokker 100 foi considerada a melhor escolha de custo-benefício para o avanço da companhia aérea.

"Havia uma demanda crescente nas rotas regionais, mas as aeronaves existentes ofereciam entre 50 e 80 lugares somente. O Fokker 100 foi o responsável por aumentar a oferta de assentos e por fortalecer rotas estratégicas, como entre Congonhas e Brasília. Foi por causa dele que a TAM deixou de ser uma companhia regional para se tornar uma companhia internacional", diz Ruy Amparo, vice-presidente de operações e manutenção da TAM. Ainda comandada pelo comandante Rolim Amaro, há mais de duas décadas, a TAM resolveu adotar a arriscada estratégia de adquirir aeronaves que até então nunca haviam voado no Brasil, em meio ao cenário de instabilidade cambial. A aposta era a de fortalecer o aeroporto de Congonhas, forte em rotas de negócios.

Acidentes abalam hegemonia - A hegemonia da aeronave na TAM foi abalada por um trágico acidente no dia 31 de outubro de 1996. Um Fokker 100 partiu do aeroporto de Congonhas em uma quinta-feira pela manhã e caiu menos de dois quilômetros depois, no bairro do Jabaquara, matando 99 pessoas (incluindo passageiros, tripulantes e pessoas que estavam em solo). Foi o pior acidente de um Fokker 100 registrado na história. As investigações apontaram que houve uma falha mecânica, seguida por erro humano. Nove meses depois, a explosão de uma bomba na traseira de outro Fokker 100 abriu um buraco na fuselagem, que sugou um passageiro para fora e causou uma morte.
Em 1999, um acidente causado pelo desprendimento de uma peça da turbina vitimou outra passageira. Além dessas três ocorrências, o Fokker registrou outros quatro incidentes no Brasil, todos sem mortes. No mundo, houve 34 acidentes com esse modelo de aeronave, dos quais sete com vítimas fatais. Segundo especialistas, esse é um número baixo para um avião tão utilizado. Quando a demanda nas rotas do Fokker 100 voltou a crescer, a TAM começou a substituí-los gradualmente por modelos da Airbus. A companhia voou pela última vez com a aeronave holandesa no fim de 2007.

A Ocean Air (hoje Avianca) tomou o caminho contrário e, em 2006, comprou catorze Fokker 100 que pertenciam à American Airlines. Os aviões, que já tinham sido utilizados pela companhia americana, foram rebatizados de MK28, para tentar desvinculá-las do estigma de aeronave vulnerável a acidentes. O histórico do MK 28 na Avianca é positivo: foram 230.000 horas de voo, transportando mais de 12 milhões de passageiros, sem acidentes com vítimas. A incorporação das aeronaves contribuiu para a padronização da frota, o que reduziu os custos de manutenção e com treinamento. Os pilotos recebiam um curso único, nos Estados Unidos, oferecido pela antiga dona dos aviões. Foi o primeiro passo do processo de reestruturação da Ocean Air, cujo objetivo era reequilibrar as contas e melhorar o serviço a bordo.

Em 2012, a Avianca decidiu aposentar as aeronaves, mas o projeto só começou a sair do papel no ano passado. "A demanda crescente impediu que fizéssemos isso antes. Embora o Fokker 100 tenha sido muito importante para o nosso crescimento, a operação deixou de ser competitiva", diz José Efromovich, presidente da Avianca.

A empresa fez a opção pelo A320, da Airbus, para substituir o MK28. O plano de renovação de frota da Avianca prevê o uso de 41 aeronaves desse modelo, que é considerado mais moderno por especialistas: ele é capaz de transportar de 150 a 180 passageiros, de acordo com a configuração de assentos escolhida, e gasta menos combustível do que o MK28.

Dos 283 exemplares do Fokker 100 produzidos desde que o modelo foi lançado, no fim dos anos 80, cerca de 150 continuam em atividade, em mais de 30 companhias aéreas no mundo. Com a despedida da última aeronave da Avianca, nenhum outro Fokker 100 sobrevoará o Brasil em voos regulares. A Avianca está negociando a venda de seis aviões que desativou no último ano, mas não revela quem é o possível comprador. Caso seja uma companhia aérea da América Latina, é possível que a águia holandesa tenha a chance de uma sobrevida no Brasil.