quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A350 da TAM já está quase pronto!

O mais novo avião da TAM está quase pronto e deve ser entregue dentro do prazo, em dezembro deste ano!!! Essa semana ele recebeu os poderosos motores Rolls-Royce Trent XWB-84. E iniciou os testes dos mesmos em Toulouse.
(foto do Instagram com autorização @eu_spotters)


A TAM será a primeira companhia aérea das Américas a voar com o A350 XWB e a quarta a operar o modelo no mundo. O Grupo LATAM Airlines, criado a partir da associação entre as companhias LAN Airlines e TAM Linhas Aéreas, já encomendou 27 modelos A350-900. A TAM irá realizar voos com o A350 XWB, a partir de janeiro de 2016, entre São Paulo e Manaus. Na sequência, as operações internacionais nas rotas de São Paulo a Miami e São Paulo a Madri também contarão com o equipamento. A aeronave da TAM terá 348 assentos, dos quais 318 na Classe Econômica e 30 na Premium Business.
O A350 XWB é o mais novo jato de fuselagem larga (widebody) da Airbus. A versão A350-900, com capacidade para até 325 passageiros em cabine configurada para três classes, pode voar até 7.600 milhas náuticas (ou 14,07 mil quilômetros). O modelo apresenta um design aerodinâmico de última geração, fuselagem e asas em fibra de carbono, além dos novos motores eficientes em consumo de combustível, Rolls-Royce Trent XWB. Juntas, essas tecnologias oferecem redução de 25 por cento em queima de combustível e emissões e um custo de manutenção significativamente menor.
Confira abaixo mais algumas belas imagens:

Se arrependimento matasse...

A LATAM Airlines Group, criada em 2012 pela fusão da chilena LAN Airlines e a brasileira TAM, está passando por um período conturbado. Sua perda líquida no primeiros nove meses de 2015 chegam a US$ 200 milhões, o que levou a LATAM a embarcar num plano de reestruturação do seu plano de frota para o período de 2016-2018 afim de salvar quase US$ 3 bilhões, adiando a entrega de novas aeronaves e a vendendo algumas. Seus compromissos de frota futura para os próximos três anos foram reduzidos 40%.

Antes da fusão com a TAM, na qual a LAN adquiriu a maior companhia aérea brasileira através de uma troca de ações no valor aproximado de US$3,5 bilhões, a LAN tinha um sucesso financeiro estável, apesar da crise global de 2008-2009 e do grande terremoto no Chile em 2010. O Brasil, na época, estava numa grande onda de crescimento, e agora está afundando juntamente com nossa moeda, o Real, que está colapsada. A fusão com a TAM e a criação da LATAM significaram que a LAN se tornou exposta ao Brasil e seu mercado, para o melhor e para o pior. Infelizmente, nos últimos tempos para pior.

Semana passada, no Forum da ALTA (Latin American and Caribbean Air Transport Association - Associação dos Transportadores Aéreos do Caribe e América Latina), em San Juan, Porto Rico, o CEO da LAN Ignacio Cueto disse que o Brasil está no meio de uma "longa e profunda crise", e acrescentou, "em três anos, eu digo como sobrevivemos a isso."

Cueto foi questionado, nas entrelinhas, se ele se arrepende de a LAN ter adquirido a TAM. "Quantas coisas na vida você não mudaria se você pudesse voltar atrás na vida?" e ele rapidamente respondeu, gerando uma grande gargalhada pela audiência da conferência da ALTA. E, então respondeu com seriedade o que estava nas entrelinhas: "Com certeza, isso é algo que eu não voltaria atrás" disse ele. "A questão correta seria: Valeu a pena entrar no mercado brasileiro? Absolutamente."

Ele explicou que a LAN, que antes de se fundir com a TAM, tinha afiliadas na Argentina, Equador, Peru e Colômbia, queria criar uma companhia aérea pan-continental que se tornaria a companhia aérea de assinatura da América do Sul. Como fazer isso se tornar realidade sem o Brasil?

Cueto disse que a LATAM está se mantendo "o mais otimista possível" através das atuais dificuldades. "Tempos difíceis acontecem e você tem que superá-los," disse ele.

Em visita a sede da LAN em Santiago, em 2012, meses depois de a fusão da LAN e da TAM se concluir, a revista ATW escreveu uma reportagem de capa "O pulo da LAN". Segue um parágrafo:

"A forte impressão causada - após passar alguns dias na cidade e no aeroporto hub da LAN, sua base de manutenção e centro de treinamento de pilotos - é que nos primeiros meses de LATAM estão provando ser algo esmagador. "Nós podíamos ver apenas alguns números da TAM" antes que a fusão fosse oficialmente concluída em Junho, Pablo Querol, vice-presidente senior da LAN disse: "Agora somos forçados a voar para entendermos com a TAM trabalha e relacionar com a forma da LAN trabalhar. Os benefícios da junção das duas redes, as sinergias esperadas, estarão todas lá. Mas, antes, precisamos terminar a pesquisa em como combinar as redes da LAN e da TAM... Só agora que podemos ver os números das duas companhias, nós poderemos determinar exatamente que precisamos para alcançar essas sinergias."

O ponto que quero chegar, com esse parágrafo acima, é que mesmo antes da atual crise no brasil, nem tudo eram flores na fusão. A LAN realmente "pulou" dentro disso sem antes entender por completo a TAM.

De fato, no Fórum de Lideranças da ALTA em Cancun em 2013, Enrique Cueto sofreu problemas de integração cultural, o que o levou a "empurrar para fora" da equipe de gerenciamento quem não tinha comprado a ideia da fusão. "Tem gente que não aceita a mudança, então você deve substituí-los," disse.

Para ser honesto com a LATAM, todas as companhias da América Latina estão sofrendo agora. "A fragilidade econômica não poupou ninguém," disse o CEO da Copa Airlines, Pedro Heilbron, também em Porto Rico. mas as empresas brasileiras TAM e GOL parecem, de longe, estar sofrendo mais. Copa e Avianca, as maiores rivais da LATAM na América Latina, estão se mantendo lucrativas.

Estaria a LAN melhor sem a TAM? No curto prazo, inegavelmente, SIM. Mas a criação da LATAM é uma aposta no futuro a longo prazo da aviação comercial latino-americana, sobre a qual Heilbron, os Cuetos, e além de outros, Airbus e Boeing, continuam muito otimistas.

A LAN acredita que a atual tempestade vai passar e, com a chegada dos anos 2020 e em diante, a LATAM terá uma rede imbatível na região. E, como Querol disse em 2012: "Você não tem nenhuma outra companhia aérea no mundo que tem essa posição continental que temos na América do Sul. Você não encontra nenhuma outra companhia aérea em nenhum continente que possa oferecer as conexões que nós podemos para todas as partes do mundo."

Então não, se arrependimento matasse... os Cuetos estariam e estão muito vivos, isso sim!!!

App da FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) agora pode ficar na palma de sua mão. A corporação lançou recentemente um aplicativo para smartphones onde é possível receber notícias da FAB, assistir vídeos e fotos, acessar as redes sociais do grupo e consultar informações sobre aeronaves e bases da força aérea.
Conforme o Major Bruno Perrut Garcez, o aplicativo foi desenvolvido de forma a atender as demandas dos internautas. “Observamos as demandas de nossos usuários e desenvolvemos o aplicativo para tornar esse acesso mais rápido e eficaz”.

As novidades do aplicativo são os ícones Aeronaves e Contracheque. No ícone Aeronaves, o usuário conhece a ficha técnica dos vetores aéreos que são utilizados na FAB. E o Contracheque é voltado especialmente para os militares pertencentes ao efetivo da Força Aérea.

O aplicativo da FAB, como informa o site oficial da força aérea, por enquanto é oferecido apenas para celulares com sistema Android. A variação para os aparelhos da Apple será lançada em breve, informa a página da corporação.

O download do programa, que é gratuito, está disponível no Google Play.

Azul Cargo fecha acordo e agora leva peças da Embraer

Além de passageiros e suas bagagens, os jatos Airbus A330 da companhia Azul agora também transportam peças de aviões em suas viagens para os Estados Unidos. A Azul Cargo, unidade de cargas da empresa, iniciou um projeto piloto com a Embraer, a Receita Federal e o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para o envio de peças de aeronaves para os EUA, que é o maior comprador dos jatos executivos da fabricante brasileira.

A operação já foi iniciada na rota diária da Azul entre Viracopos e FortLauderdale (Miami). “Em aproximadamente 12 horas, o material recebido no aeroporto de Viracopos chega até o destino final”, afirma Sami Foguel, vice-presidente de Clientes da Azul. As peças da Embraer são transportadas nos porões de carga da aeronave e não comprometem a capacidade de bagagens comuns, que são alocadas em outros pontos.

Como explica a Azul, a parceria com a Receita Federal e o Aeroporto de Viracopos agiliza os trâmites de exportação e possibilita uma melhoria no fluxo de alfândega. As partes envolvidas no projeto ainda pretendem inovar nos processos e tempo de entrega das remessas, além de futuramente expandir esse tipo de operação para outras localidades.

O mercado dos EUA é atualmente o principal para a divisão de jatos executivos da Embraer e também um dos maiores compradores das aeronaves da família E-Jets. Por isso a importância em ter uma forma segura e regular para o envio de novos componentes para serviços de manutenção de rotina ou emergência.

Uma nova cabine de avião?

A fabricante de aeronaves Airbus obteve nesta semana a patente de uma cabine modular que pode ser anexada ao avião antes de sua decolagem, reduzindo o tempo de embarque dos passageiros. Na prática, a ideia funcionaria como uma espécie de container de caminhão.

No pedido de patente, a empresa descreve o projeto como um "módulo de cabine removível que compreende um piso, paredes nas extremidade, teto e fuselagem que pode ser anexada ao restante da aeronave. A Airbus afirma que a ideia pode ser usada para o transporte de passageiros, de cargas ou de combinações dos dois.

Por enquanto, a ideia é apenas um conceito. Não há garantias de que ela se tornará realidade. Será????

A320neo ganhou certificação!!!!!

Antes de um novo avião chegar ao mercado é preciso testá-lo a exaustão até atingir os requisitos necessários para ser aprovado pelas agências de segurança de aviação. O A320neo, nova geração do atual jato comercial mais vendido do mundo, passou por todas essas provas e recebeu nessa terça-feira (24) os certificados de operação da FAA, órgão federal que administra aviação nos Estados Unidos, e também da EASA, que regulamenta as aeronaves em serviço em países na Europa.

Com esses documentos, a Airbus pode iniciar as entregas do novo A320, que já soma mais de 4.300 pedidos de 75 clientes no mundo todo – no Brasil, as companhias Azul e Avianca já encomendaram os seus. O primeiro operador do A320neo será a Qantas, da Austrália, que inicia os serviços com os novos jatos ainda neste ano.

A Airbus construiu três A320neo para o programa de testes e certificação, no qual os aviões acumularam mais de 1.070 horas de voo em 350 voos. Um desses aparelhos, como parte do programa de homologação, ainda precisou voar 300 horas simulando um ambiente de companhia aérea. Nenhum problema mecânico ou incidente foi registrado durante o processo.

A grande novidade do A320neo são os motores Pratt & Whitney “Pure Power PW1100G-JM”, que prometem economia de até 20% em consumo de combustível. O jato também leva um novo dispositivo na ponta das asas, os “Sharklets”. Segundo a fabricante, esse componente melhora o fluxo de ar pelas asas e também ajudam a reduzir o “sede” do avião por querosene. A outra opção de motor existente para o A320neo , que também já foi certificada é o LEAP-1A, produzido pela CFM International

Consumindo menos combustível, o A320neo poderá ir mais longe. De acordo com a Airbus, o alcance do modelo deve receber um acréscimo de 950 km, podendo voar por quase 7.000 km com carga máxima – a aeronave pode decolar com até 79 toneladas.

Além das soluções para tornar o jato mais eficiente, a Airbus também afirma ter melhorado a cabine do A320. A nova geração do aparelho terá compartimentos para bagagens de mão maiores e sistema de ventilação mais moderno, que deve aumentar o conforto a bordo.

Os novos modelos A319neo e A321neo também estão voando em processos de certificação e devem receber sinal verde até o final de 2016.

Crise, recessão, e problemas causados pelos nossos políticos...

A recessão econômica brasileira, que vem impactando o setor aéreo desde meados de 2014, acertou em cheio a aviação doméstica em outubro. Segundo balanço da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), o mercado de voos nacionais recuou 5,7% no mês passado comparado ao resultado registrado no ano anterior. Como explica a ABEAR, todos os indicadores da operação nacional – oferta, demanda, fator de aproveitamento e volume de passageiros – tiveram variações negativas.

Com a queda do setor, o total de passageiros transportados em outubro caiu 2,4% comparado ao mesmo mês em 2014, informou a ABEAR, somando 8,1 milhões de ocupantes. “Enquanto foi possível estimular a demanda oferecendo tarifas vantajosas, mesmo com custos em alta, isso foi feito. Agora, apesar das tarifas achatadas, o crescimento já não ocorre”, afirma o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz. Segundo o dirigente, o cenário negativo no mercado brasileiro está durando mais que o imaginado.

“A redução da atividade econômica, a queda do poder de consumo e o avanço do desemprego têm sido consistentes e impedem a recomposição dos preços mantendo o tamanho do mercado”, detalha. “O setor está lidando com a realidade usando as alternativas ao seu alcance. As empresas estão concluindo estratégias que estavam em curso em relação às frotas. Feito isso, a tendência é de encolhimento, como já tem sido indicado pelos anúncios de redução de oferta, corte de frequências e até supressão de destinos”, afirma. “Sem atitudes que corrijam as distorções dos custos de operação no Brasil, essa tendência não deve se alterar”, conclui.

Briga sempre acirrada entre Gol e Tam

A Tam foi a companhia brasileira que mais transportou passageiros no conturbado mês de outubro passado, com 37,4% das operações. Em seguida veio a Gol, quase empatando, com 35,1% de participação, a frente de Azul (com 17,2%) e Avianca (10,2%).

Apesar da maré desfavorável no mês passado, o resultado contruibui no acumulado dos 10 meses deste ano, que ainda é 1,7% maior que o de 2014. O único momento de avanço em 2015 aconteceu no 1º trimestre do ano em razão de vendas feitas ainda em 2014, quando o ambiente de consumo ainda não estava tão degradado.

Até outubro deste ano, as companhias membros da ABEAR transportaram 79,1 milhões de passageiros em voos domésticos, cifra 1,6% superior em relação a 2014.

Azul cresce em voos internacionais

Os voos internacionais da companhias da ABEAR segue registrando um crescimento expressivo decorrente do início das operações da Azul em dezembro de 2014. São, portanto, diferentes as base de comparação. Vale notar, ainda, que as empresas associadas respondem apenas 30% desse mercado, o que limita as análises. O Brasil recebe voos internacionais de mais 41 companhias estrangeiras. Essas considerações justificam o aparente contrassenso em relação ao desempenho da aviação doméstica.

Em outubro, a oferta internacional das empresas brasileiras foi expandida em 18,2% sobre o mesmo mês do ano anterior. A demanda cresceu em um patamar inferior, de 15,5%. O número de viagens internacionais realizadas nas companhias brasileiras foi próximo de 640 mil em outubro, um crescimento de 14,3%.

A Tam também repetiu a liderança no setor de viagens internacionais entre as companhias brasileiras, com 80,7% de participação entre as associadas da ABEAR. Em seguida aparecem a Gol, com 12,4%, e a Azul, que deteve 6,8% do volume de voos nacionais para outros países.

Nos 10 meses em análise, a oferta internacional tem crescimento de 16,6% e, a demanda, de 14,8%. Já o total de passageiros transportados supera 6,1 milhões, em alta de 15,6% no período.

Cargas aéreas

O mercado doméstico de cargas, mais sensível às variações da atividade econômica nacional do que o negócio de passageiros, teve retração de 14,9% do peso total movimentado, somando 29,8 mil toneladas em outubro. Na operação internacional (feitas as mesmas ressalvas do mercado de passageiros), o total de bens movimentados somou 18,7 mil toneladas, um crescimento de 12,7% sobre outubro de 2014. As estatísticas consideram as operações da Tam Cargo juntamente com as de Avianca, Azul, Gol e Tam.

De janeiro a outubro deste ano foram transportadas 272,6 mil toneladas de carga doméstica (-9,4% em relação a 2014) e 147,8 mil toneladas de carga internacional (+6,1%).